0

Quando tudo é grande demais e a gente se sente tão pequeno pra enfrentar, quando de repente tudo acontece e você não sabe como fazer tudo voltar pro lugar. Os incidentes, os ascendentes, os tombos e as pessoas que estão ali pra segurar a sua mão, tudo é muito rápido e confunso. Às vezes doloroso. Muito doloroso. Mas o final é tão bonito que vale à pena enfrentar tudo.

Os momentos vêm, deixam marcas e acabam. É assim todo esse infinito que chamamos de vida, tudo, tudo vêm pra ir embora. Mas de uma coisa tenho certeza: sempre valerá cada momento.

Anúncios
0

All star

Tenho um par de all star branco que não tiro do pé sobre hipótese nenhuma, seja para trabalhar, pra balada ou pra ver o namorado eles estão nós meus pés. Sempre me questionam porque não troco de sapatos já que tenho alguns encostados no armário e a resposta é sempre a mesma: eles são confortáveis, me servem bem e são bonitos.

Mas no fundo sei que isso não passa de um mentira para manter o apego sobre um par de tênis sujos que sonhei a minha infância inteira em ter, não passa de uma desculpa esfarrapada pra me desapegar do passado e digo com todas as letras que isso é ruim. O passado pode ter sido lindo mas já passou. Viva o presente. Viva o agora. Vou usar meus tênis até eles não me servirem mais e depois vou comprar algo que me leve pra frenre, algo que não me prenda em lembranças de alguém que não sou hoje.

 

0

Anedotas

E o amor ele não cabe nas entrelinhas, ele se espalha pra alma. Causa delírios, vem e leva a sanidade de alguém que nunca havia experimentado esse sentimento. Derruba as estruturas, modifica toda a rotina, bagunça ainda mais a vida que já não é aquela coisa certinha.
Mas é assim, o amor só vêm pra nós mostrar o quão felizes podemos ser.

0

Me sinto usada. De uma certa forma deixada de lado. Mas é sempre assim, sempre. As coisas nunca funcionam da maneira na qual acredito, da maneira da qual eu preciso.
Toda vez acho algo que vai ser bom pra mim, porém nunca é assim. Nunca. Toda a vez quebro a cara. Não vou tentar de novo. Não vou me quebrar de novo.

0

Um texto sobre outro alguém

Você foi. Na verdade você ainda é uma das pessoas mais importantes da minha vida, não só por toda a nossa história mas tudo o que ela trás.
Você me trouxe de volta a alegria de ter alguém, a paz de me sentir cuidada e confortável com alguém, gostar de você foi uma das melhores coisas do meu ano conturbado.
Mesmo tudo tendo um fim fora do meu alcance sinto  como se ainda fôssemos ter outra chance, com o universo todo ao meu favor e as coisas se encaixando talvez você seja meu ponto final.
Não tenho o direito de te perturbar muito menos de exigir algo porém entenda o quão importante tudo isso é pra mim. Seu cheiro ainda se encontra em mim junto com todos os nossos sonhos, os quais incluíam viajar pra algum lugar longe de tudo pra aproveitamos a companhia um do outro.
Foi um bom momento. Não teve um bom final.

0

Foi

Te deixei lá atrás, guardado como uma boa lembrança, te tive tempo de menos mas vivemos como se o amanhã não existisse. Não fizemos planos muito menos promessas porém no fundo sei que meu futuro vai te trazer de volta.
Foi o tempo mais intenso da minha vida graças a ti pude aprender que ainda posso amar alguém, sim eu te amei e só soube lidar com isso com a sua partida. Te amei como nunca mais achei que iria conseguir de novo só que agora tenho que deixar lá no passado e tentar viver o meu futuro como se tudo fosse só um sonho bom.
Te quis. Te tive. Te encontrei. Te marquei. Agora não há razões para voltarmos. Não há razões para nos queremos. Você foi uma das melhores (senão a melhor) coisa que me aconteceu nesses tempos mas tudo que é bom tem seu fim. Nosso momento foi lindo e ficará sempre guardado.
Quem sabe um dia te encontro por aí e voltemos de onde paramos. Porém no momento só quero que você siga em frente e ame outras, viva outros momentos bons. Que quando estiver pronto, estarei aqui, te esperando.

0

Ela

A garota pálida corria como se a vida não tivesse fim, desesperada para conseguir viver mais a cada segundo, voava para longe. O garoto apenas observava sabendo que no final ela voltaria aos seus braços como se toda aquela epifania nunca tivesse ocorrido.
O sol estava se pondo quando ela resolveu deitar e descansar de toda aquela falsa realidade, ele com medo de que a sua menina fugisse logo tratou de sentar se junto dela, notava- se à penas dois corpos estáticos lado a lado cada qual em seu mundinho particular, com seus anseios e problemas. Não eram problemas comuns à de dois adolescentes, era algo que os colocava entre uma grande barreira invisível. Ela não parava de mecher nos seus cachos dourados para evitar falar e ele apenas fechava os olhos esperando algo acontecer.
– Perdoa por eu não poder te perdoar, dói muito mais em mim não ter a quem  amar – a palida menina começou a cantarolar uma das suas músicas favoritas com o tom certo de melancolia na voz – Ecoa em mim o silêncio dessa solidão,  quem dera poder viver sem coração.
A música fazia todo o sentido no momento mas nenhum dos dois iriam falar sobre aquilo, a letra já dizia tudo.
Ficaram deitados sob o sol durante horas só resolveram se levantar quando os raios solares começaram a baixar. Ela caminhava carregando um semblante de tristeza, ia parando em alguns pontos para observar se ele ainda estava ali e ele sempre estava. Sempre. Nunca a abandonou.
-Eu te amo, mas não posso ficar. Não nesse momento. Tudo o que passamos foi mágico mas não vou destruir sua vida, não vou tirar os seus sonhos como tiraram os meus, não posso! Tudo o que temos é algo tão belo! Eu te amo! Já disse isso? E com a certeza desse amor vou me despedir. Vou te deixar com a melhor parte de mim enquanto a pior ainda não acabou com tudo. – ela falou rapidamente, sem deixar tempo para a resposta, virou de costas e o beijou. O último beijo. Tirou a corrente que usava e colocou no bolso dele.
Ela correu. Correu sem parar e o deixou ali parado. Ele caiu de joelhos não sabendo como regir.
Ele enfiou a mão nos bolsos achando a correntinha: havia um pingente com a foto dos dois de um ano atrás. Ele chegou a acreditar que ela ia voltar, mas nunca mais ele a teria de volta, não depois do incidente. Não depois de tudo. Com dificuldade ele levantou do chão e se arrastou. Não iria procura-la, se ela queria distância é o que teria. Mas como doía deixar sua menininha partir, depois de ajudar a curar todas as feridas dela, machucados permanentes. Ele apenas andou em direção ao que parecia ser a salvação. Alguns metros a frente ele viu um corpo. Ficou estatístico. Se aproximou e reconhecendo a cor dos cabelos se jogou no chão desesperado. Era ela. Aquele beijo não foi uma despedida comum foi um adeus, ela não aguentou a pressão e ele não iria abandona-la, tinha feito uma promessa. Achou um frasco de remédios nas vestes dela e reparando que o vidro estava pela metade deu a mão a ela, sussurrando “Vou estar com você até o fim.” Engoliu às pílulas. Tão perto e ao mesmo tempo tão longe, ele se deitou  antes de sentir todo o seu corpo se desligar. Mas ele a enxergava, sorrindo e o chamando. E àquilo era a única coisa que importava.